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Direito Autoral
Desrespeitar os direitos autorais é crime previsto na Lei 9610/98.
20 setembro 2012
10 setembro 2012
O índio no Brasil contemporâneo
Imagem extraída do Google
A presente
contribuição aos estudos indígenas foi apresentada no dia 26 de abril de 2012,
na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Seminário Brasil, brasis. Trata de
questões indígenas relacionadas a história, memória e cultura indígena. Índios,
indígenas, parentes: quantos e quem somos. O que a Funai não vê. O que
significa ser razoavelmente integrado. Autonomia. Literatura indígena contemporânea
no Brasil. Questões em aberto. Sob a coordenação do Acadêmico Domício Proença Filho,
o referido seminário trouxe o tema “O índio no Brasil contemporâneo”. Parte
deste texto também foi compartilhado na roda de conversa, durante o IX Encontro
Nacional de Escritores e Artistas Indígenas, que acontece anualmente, no Rio de
Janeiro. À luz das palavras do chefe Seatle e da Declaração Solene dos Povos
Indígenas do Mundo a roda de conversa do grupo 3, apresentou propostas para as
discussões acerca de literatura indígena e meio ambiente, rumo ao Fórum Rio
+20.
Palavras chave: literatura indígena, meio ambiente, Fórum Rio
+20.
Para saber mais, acesse:
Editoral
Artigo
04 setembro 2012
Sobre os fundamentos das Leis Étnicas.
Crianças indígenas.
Imagem extraída do Google
Vamos celebrar o 1º Aniversário do
Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Jaboatão dos
Guararapes - FERERJ.
Local: Casa da Cultura do
Jaboatão dos Guararapes - Jaboatão Centro (Em frente à Escola Rodolfo
Aureliano).
Data: 05 de Setembro.
Horário: 09h:00min às 12h:00min.
Programação:
09h - Composição da mesa de abertura:
Tema: A importância da atuação do
Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial no Município para o
fortalecimento do respeito às singularidades e identidades dos sujeitos
inseridos na Comunidade Escolar.
10h - Mesa Redonda "Dialogando
Sobre os Fundamentos para Execução das Leis Étnicas".
Palestrantes: Prof. Dr. Bento Rosa -
NEAB- UFPE (confirmado) e Prof.ª Dr.ª Graça Graúna - UPE (confirmado);
11h - Momento da celebração.
24 agosto 2012
Relatório denuncia agravamento da violência institucional contra a infância mapuche
Fonte: Natasha Pitts (Jornalista da Adital), Chile – 23.08.2012
Com o
intuito de denunciar a violência de Estado contra indígenas mapuche, em
especial crianças e adolescentes, a Fundação de Apoio à Infância e seus
Direitos – Anide tornou público o ‘Relatório sobre violência institucional
contra a infância mapuche no Chile’. O documento é uma forma de chamar atenção
e também um insumo para ser usado pelas organizações mapuche com o objetivo de
defender os direitos de meninos e meninas.
O
relatório foi apresentado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)
em 25 de março de 2011 durante uma audiência temática. Com o apoio da Rede de
ONGS da Infância e Juventude do Chile (ROIJ) e da Rede Latino-americana e
caribenha pela Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes (REDLAMYC),
Anide expôs ao Relator sobre Direitos da Infância, Paulo Sérgio Pinheiro, e a
Relatora sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Dinah Shelton, as violações de
direitos humanos sofridas pelos menores mapuche, sobretudo durante os conflitos
com o Estado pela recuperação de territórios ancestrais.
A
Fundação de Apoio à Infância denuncia que as comunidades mapuche das regiões de
Bío-Bío, Araucanía, Ríos e Lagos estão no centro dos conflitos por terras.
Estas regiões convivem com constante presença militar, o que faz com que
crianças e adolescentes vivam atemorizadas. Os menores também são perseguidos
para que entreguem os membros de suas comunidades supostamente fugitivos da
justiça. Estes interrogatórios ilegais acontecem durante invasões a casas e
também escolas e são feitos por funcionários de Carabineros de Chile e da
Polícia de Investigações.
Crianças
e adolescentes que contribuíram com o relatório dando seu testemunho
descreveram a brutalidade das ações policiais nas comunidades. Todos tinham
sido vítimas ou testemunhas diretas de atos de violência policial em sua escola
ou comunidade.
Além
disso, meninas e meninos convivem constantemente com detenções por supostos
delitos, alguns dos quais qualificados de terroristas. De acordo com a Fundação
responsável pelo relatório, o fato de os menores presenciarem familiares
próximos, como primos e irmãos mais velhos, sendo privados de liberdade, afeta
diferencialmente à infância mapuche de acordo com sua condição de gênero.
"Como
consequência de tais ações é possível evidenciar impactos na saúde física e
mental de crianças e adolescentes, que afetam sua motivação e processo
educativo e geram atraso ou abandono escolar fruto de perseguição, prejudicando
em seu conjunto as condições de desenvolvimento e vida da infância mapuche e
restringindo por sua vez as possibilidades de desenvolver autonomia em seus
projetos de vida e no marco de sua cultura”, aponta o relatório.
Neste
contexto, o Estado também peca por não proporcionar políticas públicas
adequadas e com pertinência cultural de reparação aos danos causados à saúde
mental de crianças, adolescentes e suas famílias, causados pela violência
institucional das forças policiais, evidenciando a ausência de proteção
especial.
Outro
grave problema identificado é o desconhecimento, por parte do sistema de
justiça, das leis nacionais e instrumentos internacionais que protegem os
direitos de adolescentes privados de liberdade, sobretudo com relação à
aplicação da Lei Antiterrorista e suas reformas. Como não bastasse deter
adultos, adolescentes e jovens também foram presos e enquadrados nesta polêmica
lei. Em setembro de 2010, jovens mapuche detidos fizeram greve de fome para
protestar e pedir o fim da lei, aplicada quase que exclusivamente contra estes
indígenas.
Ao
final das pesquisas para a produção do documento, Anide constatou que as
violações aos direitos humanos de crianças e adolescentes mapuche continuam e
até se agravaram nos últimos tempos por consequência da atuação policial e dos
mecanismos judiciais aos quais estão expostos.
"Nesse
sentido, cabe esperar dos organismos internacionais que respaldem as demandas
formuladas pela sociedade civil em termos de se colocar um fim à militarização
das comunidades mapuche mobilizadas; se adéquem os protocolos das polícias, que
regulem o uso da força e resguardem os direitos da infância; se promulgue uma
Lei de Proteção Integral da Infância e se estabeleça uma figura do Defensor
Autônomo da Infância; e que se aborde o conflito político de fundo que obriga
ao Estado do Chile a iniciar um diálogo aberto com as comunidades mapuche para
restituir os direitos territoriais dos que foram espoliados”.
Relatório
completo:
http://libertadninos.files.wordpress.com/2012/08/informe-violencia-institucional-nic3b1ez-mapuche-20121.pdf
Fonte: Adital: http://www.adital.com.br/?n=cej2
15 agosto 2012
Mundo indígena: noticias do ISA sobre Belo Monte
Imagem extraída do Google
Advogado
geral nega interferência política em portaria, mas avalia mudanças na norma
Luís Inácio Adams admite que condicionante de decisão do STF, usada como base de portaria que restringe direitos indígenas, é ambígua, mas insiste que ela pode ser usada como diretriz de órgãos oficiais. Lideranças criticam duramente governo e consideram norma parte de ações anti-indígenas - Notícias Socioambientais, 15/8.
Obras de Belo Monte são paralisadas até que consultas aos povos indígenas sejam feitas pelo Congresso
Em decisão histórica, a 5ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF1) decidiu, por unanimidade, pela suspensão das obras da hidrelétrica no Rio Xingu (PA). A medida foi tomada após o tribunal julgar recurso de embargo do Ministério Público Federal que pedia a revogação da licença ambiental da megausina pela falta de consulta prévia aos povos indígenas - Notícias Socioambientais, 15/8.
Luís Inácio Adams admite que condicionante de decisão do STF, usada como base de portaria que restringe direitos indígenas, é ambígua, mas insiste que ela pode ser usada como diretriz de órgãos oficiais. Lideranças criticam duramente governo e consideram norma parte de ações anti-indígenas - Notícias Socioambientais, 15/8.
Obras de Belo Monte são paralisadas até que consultas aos povos indígenas sejam feitas pelo Congresso
Em decisão histórica, a 5ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF1) decidiu, por unanimidade, pela suspensão das obras da hidrelétrica no Rio Xingu (PA). A medida foi tomada após o tribunal julgar recurso de embargo do Ministério Público Federal que pedia a revogação da licença ambiental da megausina pela falta de consulta prévia aos povos indígenas - Notícias Socioambientais, 15/8.
14 agosto 2012
Povos do Xingu celebram decisão do Tribunal Regional Federal sobre paralisação das obras de Belo Monte
Imagem extraída do Google
Fonte: Natasha Pitts - Jornalista da Adital
Na noite de ontem (13), uma
decisão da 5ª turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1º Região renovou as
forças dos povos do Xingu para dar continuidade à luta contra a construção da
hidrelétrica Belo Monte (Pará, Brasil). Por unanimidade, a 5ª turma decidiu
pela paralisação das obras do complexo. Caso o consórcio construtor não cumpra
a determinação, a multa será de R$ 500 mil reais por dia.
Antônia Melo, coordenadora
do Movimento Xingu Vivo para Sempre, disse que os povos do Xingu estão muito
satisfeitos com a decisão do desembargador.
"Esta foi uma decisão
histórica para o país e para os povos do Xingu. Foi uma grande vitória que
mostra que Belo Monte não é fato consumado. Nós estamos muito felizes e
satisfeitos com a decisão do TRF e estamos felizes em especial pelos povos
indígenas que tanto foram humilhados e dizimados por este projeto. É uma
vitória de todos, mas acima de tudo é uma vitória dos povos indígenas”,
ressalta.
A Norte Energia, empresa
responsável pela construção e operação da hidrelétrica, informou à Agência
Brasil que só vai se manifestar nos autos sobre a decisão. A lei brasileira
permite que a empresa recorra. Para Antônia, apesar desta possibilidade dada
pela legislação, agora será bem mais difícil para a empresa passar por cima das
determinações do TRF, da OIT e da própria Constituição Nacional.
"O Governo e as
empresas podem até recorrer, pois a lei permite, mas agora eles vão ter que
brigar com uma instância mais acima. Eles estavam ganhando todas com a antiga
turma do TRF formada por pessoas que cometeram muitas injustiças e permitiram
que acontecessem crimes sociais, ambientais, econômicos e de todo tipo. A 5ª
turma está agindo diferente”, comemora.
Depois desta vitória, os
movimentos e organizações que lutam contra a construção de Belo Monte ganharam
um novo fôlego. Antonia aponta que hoje e amanhã estas entidades vão se reunir
para definir novos direcionamentos. Ela chama a população a se unir a esta
movimentação e "agir cada qual ao seu modo” pela manutenção da decisão.
"Que todos os povos se
manifestem, e que todos, inclusive o governo brasileiro respeitem as leis,
cumpram a Constituição e que a justiça seja para todos”, pede.
A decisão
Os integrantes do TRF da 1ª
Região identificaram ilegalidades em duas etapas do processo de autorização da
obra, uma no Supremo Tribunal Federal (STF) e outra no Congresso Nacional. A
decisão foi tomada com base no artigo 1º, item 2 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), que exige consulta prévia aos povos atingidos pela obras,
neste caso, os povos indígenas que vivem nas proximidades.
A consulta, que deve ser
feita obrigatoriamente pelo Congresso Nacional brasileiro, não aconteceu. Da
mesma forma, várias outras condicionantes não chegaram a ser cumpridas,
circunstância que proíbe que a continuidade das obras da hidrelétrica.
Ao Correio Braziliense, o
desembargador Souza Prudente explicou que o Congresso Nacional editou o decreto
legislativo 788 de 2005 sem ouvir os povos indígenas, o que é uma exigência da
OIT e também da Constituição brasileira (parágrafo 3). E autorizou o começo das
obras e a realização de um estudo póstumo, quando na verdade o estudo deveria
ser prévio, fato que invalida o licenciamento dado pelo Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
08 agosto 2012
Dia internacional dos povos indígenas
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Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, pela ocasião do
Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto de 2012.
“Em
uma época aberta ao debate sobre uma nova agenda de sustentabilidade global, é
preciso ouvir as vozes dos povos indígenas. É preciso levar em conta seus
direitos, culturas e sistemas de conhecimento.
Os
povos indígenas representam 370 milhões de pessoas vivendo em quase 90 países.
Eles são guardiões de uma grande riqueza de idiomas e tradições. São portadores
de experiência singular em combinar diversidade cultural e biológica de maneira
sustentável. Têm acesso às mais profundas fontes de sabedoria e criatividade.
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Os povos indígenas também enfrentam as duras arestas da mudança, desde a pobreza e a injustiça social até a discriminação e a marginalização. Tal situação é insustentável. Para que seja bem-sucedido, o desenvolvimento sustentável deve ser inclusivo. Todas as vozes precisam ser não apenas ouvidas, mas também atendidas.
É
por isso que a comunicação voltada ao indígena é tão importante.
Neste
mundo em rápida mudança, os meios de comunicação são ferramentas essenciais
para a educação, para o compartilhamento de saberes e para a informação. São
meios vitais para dar voz a experiências e opiniões, assim como visões e
aspirações. Esse empoderamento pode ser transformativo para povos que sofrem de
isolamento e discriminação.
É
especialmente importante para as mulheres indígenas, cujas vozes são deixadas
de lado, e que, não obstante, contribuem significativamente para o
desenvolvimento humano local. A mídia pode ajudar a educar e a informar.
Pode
incluir e enaltecer vozes. Pode também promover mudanças de atitude e de
comportamento social, além de ajudar a identificar oportunidades inclusivas e
equitativas para o desenvolvimento sustentável.
Todas
essas são maneiras válidas de impulsionar a Declaração dos Direitos dos Povos
Indígenas acordada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2007.
A mídia pode ser um poderoso motor de promoção de igualdade, inclusão e justiça
social.
O
acesso a ela é importante; porém, aproveitar a mídia ao máximo requer
capacidades e habilidades.
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A
UNESCO atua em todos esses níveis. Estamos trabalhando para facilitar o acesso
dos povos indígenas, principalmente mulheres, à esfera pública por meio da
mídia. Conduzimos iniciativas de empoderamento de homens e mulheres em
comunidades indígenas para que percebam e documentem o valor de sua sabedoria.
Oferecemos suporte no uso de meios que podem ser facilmente adotados para o
compartilhamento em larga escala de suas experiências com outras comunidades
indígenas, organizações não governamentais, órgãos públicos e tomadores de
decisão.
Os
meios de comunicação são uma chave para descortinar as visões dos povos
indígenas sobre o desenvolvimento sustentável. É preciso mobilizar essa força
em favor do desenvolvimento sustentável para todos.”
Fonte: UNESCO
03 agosto 2012
Pelo fim da violência ao povo Mapuche
Em carta a presidente, organizações pedem fim da violência às
comunidades mapuche
Fonte: Natasha
Pitts - Jornalista da Adital
Após conhecer o conteúdo da
Cúpula de Segurança realizada semana passada no Palácio La Moneda - sede da
Presidência do Chile – no marco dos atos de violência ocorridos dia 23 em La
Araucanía e que afetaram indígenas Mapuche, o Centro de Investigação e Defensa
(CID) Sul, a Fundação Instituto Indígena e o Observatório Cidadão escreveram e
entregaram uma carta ao presidente Sebastián Piñera.
O documento alerta ao mandatário
que insistir em estratégias de criminalização e de estigmatização do mundo
Mapuche não contribui em nada para acabar com os conflitos de terras que
acontecem constantemente na região, mas sim afasta as possibilidades de diálogo
e de resolver a problemática de maneira pacífica.
Na carta, ao manifestar sua visão
com relação ao que foi anunciado na Cúpula de Segurança, as organizações de
Direitos Humanos apontam que a continuidade dos atos de violência contra os
povos Mapuche, inclusive crianças, além de ameaçar a integridade física e
psíquica das pessoas, não conduz à superação dos conflitos interétnicos
persistentes na região chilena.
"Cremos que o diálogo
verdadeiro deve primar e o convite é a fazê-lo com convicção e com respeito às
diversas realidades que a região enfrenta, buscando soluções compartilhadas e
abrangentes. Reafirmamos que só o caminho da justiça nos conduz à verdadeira
paz”, manifestam no documento, relembrando a ataque de carabineiros, no último
dia 23, na porta do hospital de Collipulli, que deixou adultos e crianças
mapuche feridos à bala.
As organizações de Direitos
Humanos também demonstram preocupação com o fato de que a Cúpula de Segurança
não levou em considerou os graves problemas que afetam as comunidades Mapuche,
sendo o principal e mais grave, a carência de terras, originada pelas políticas
públicas de roubo de terras indígenas ancestrais.
Os Ministros, oficiais da Polícia
e integrantes do Ministério Público também não fizeram menção aos instrumentos
firmados pelo Estado chileno que preveem mecanismo específicos de diálogo com
os povos indígenas, como o Convênio 169 da Organização Internacional do
Trabalho (OIT), que garante a realização de consultas livres, prévias e
informadas quando se trata da aplicação de medidas administrativas e
legislativas suscetíveis de afetá-los diretamente.
O acordo nascido da Cúpula também
deixa de lado o direito que as comunidades indígenas têm de definir suas
prioridades em matéria de desenvolvimento. A carta das organizações de DH
denuncia que as Áreas de Desenvolvimento Indígena são justamente os palcos onde
acontecem com mais intensidade atentados violentos.
"Após mais de 15 anos de
aplicação destas zonas do país, não demonstraram ser espaços em que os povos
indígenas possam incidir de maneira efetiva na tomada de decisões, e menos
ainda na definição do tipo de desenvolvimento econômico, cultural e ambiental que
se impulsiona”, manifestam.
As organizações consideram este
momento uma oportunidade histórica para que o Estado chileno revise suas
políticas voltadas para os povos indígenas e se colocam à disposição para
colaborar na busca de alternativas que superem os conflitos.
"Fazemos um chamado a
abordar as causas profundas do denominado ‘conflito mapuche’, a encontrar-se
entre as partes e a compreender que as promessas não cumpridas são feridas que
aumentam com o tempo. Confiamos em que as futuras ações para superar estas
situações de emergência sejam instâncias plurais, onde possam participar todas
as partes interessadas em encontrar de verdade um caminho de solução e
reconhecimento à interculturalidade presente na região”.
Para ler
a carta das organizações de Direitos Humanos na íntegra, acesse: http://www.mapuexpress.net/?act=publications&id=6697
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