Uma história que conta o passado, o presente e o futuro das gentes.
Uma historia que nos mostra o principio, o meio e o fim.
Nos traz a essência do que somos e o cuidado que temos que ter ao afundar nossos pés no solo sagrado que nos acolhe.
É preciso pisar macio para não desonrar o sagrado que há em cada um, trazido de onde mora a nossa ancestral memória.
Ser fiel exige coragem, desprendimento e afeto.
Ser fiel nos permite estar atentos somente àquilo que é legítimo e verdadeiro para não cairmos nas armadilhas e nos desviarmos do caminho. É saber silenciar o coração, a mente e viver com alegria o presente que mora em nós.
É isso que Graúna nos faz: ela nos coloca em suas asas e nos lembra que somos fios na grande teia da vida.
(Apresentação: Daniel Munduruku)
Ficha técnica
Editora Manole – São Paulo
ISBN - 9788520430576
Encadernação - brochura
Formato - 23 x 23
Ano – 2009
R$ 20,70
Nota: texto publicado no Overmundo
Páginas
Direito Autoral
02 dezembro 2009
Nas asas da Graúna
29 novembro 2009
Recomende este livro: "Criaturas de Ñanderu"
Criaturas de Ñanderu
Editora Amarylis - um selo editorial da Manole / São Paulo
Sinopse:
Criaturas de Ñanderu, livro de Graça Grauna conta com sensibilidade e poesia uma história dos ancestrais, ouvida à noite pelas crianças da aldeia. Trata-se da história da mais bela cunhã, que teve o nome trocado por seu pai para um nome de pássaro. Um nome que se confundia com o nome de uma ávore. À noite, um velho sábio apareceu e disse a bela cunhã que ela deveria seguir esse seu destino, para proteger a ciência doseu povo, a sua aldeia, mas que deveria evitar se encantar com as belas mentiras das grandes cidades. Quando estava com seu povo, se podia perceber que os ombros dela se recobriam de uma vasta plumagem negra mas, quando saia da aldeia essa plumagem se transformava em belos cabelos negros para não atrair a atenção das outras pessoas. Assim seguia a cunhã sempre maior em graça e sabedoria, mas às vezes ela se deixava encantar pelas belas mentiras das cidades; então seu canto aparecia engaiolado...Para fugir dessa prisão, ela pensava nos grandes rios e florestas. Dizem que mesmo nos dias mais claros se vê alguns pássaros negros voando no céu azul e que quando, no frio , se vê alguma gaiola vazia, é porque um pássaro voltou para a liberdade.
16 novembro 2009
Cartografia do imaginário
...do meio da noite
ao meio do dia
o espanto do universo
retalhado em fatias
alimenta o poema
e a vertiginosa fome de vencer
o intrincado mundo das palavras
da noite ao meio dia
(a)talhos e fatias
dos muitos caminhos do mundo
alimentam
a cartografia do imaginário
do corpoema
***
Graça Graúna, Nordeste doBrasil, 16.nov.2009.
Nota: poema publicado no Overmundo.
***
Graça Graúna. Canto mestizo. Maricá/RJ: Blocos Editora, 1999, p.69. [com prefácio de Leila Miccolis].
13 novembro 2009
Enquanto houver poesia
Difícil saber
onde o grande amor está
quando o escuro da distância
das fronteiras
da exclusão
e do medo impede o canto
e o direito de sonhar.
Contudo
enquanto houver poesia
vale tecer o encanto
que a manhã vai chegar.
***
Graça Graúna
Nordeste do Brasil, 13 de novembro de 2009
***
Nota:
1) Pensando em Manoel Bandeira, Thiago de Melo e João Cabral, entre outros poetas
2) Poema publicado no Overmundo.
10 novembro 2009
Pelos caminhos da não-violência
03 novembro 2009
Poesia mambembe: recordações de infância
Lembro das muitas ocasiões em que eu declamava para as visitas que chegavam na pequena Hospedaria de Tia Fisa. Parte da minha infância vivi com Tia Fisa. Ela hospedava feirantes, caixeiros viajantes, romeiros e outros religiosos que acompanhavam Frei Damião e viajavam pra Juazeiro pedir chuva ao “Padrim Ciço”...
Eu sabia o poema de cor e salteado. Hoje trago na memória apenas o ritmo de algumas palavras que falavam de uma menina chamada Ritinha.
Do autor ou da autora do poema, não me recordo o nome; mas compartilho alguns trechos do poema intitulado “Enfermeira de Jesus”. Alguns versos talvez sejam parte também do meu imaginário de criança, mas vale a tentativa de registrar, aqui, o ritmo da palavra e a grande façanha de uma menina que sonhou em aliviar as dores do amigo Jesus.
Enfermeira de Jesus
Encontrando a porta aberta
Ligeirinha e muita esperta
Sem ninguém para conter
Entrou a linda Ritinha
No quarto da mamãezinha
Para tudo então mexer
Vendo em cima [lá no alto]
O Jesus crucificado
Pôs a mão no coração.
Arrastou um escada
Pegou um esparadrapo
Um pedacinho de trapo
Um copo d’água e algodão
(...)
Quando a mãe entrou no quarto
Brigou com a linda Ritinha
Que foi descendo a escada
E logo assim respondeu:
Veja mamãe como eu sei
Pois eu sozinha curei
Todo dodói de Jesus
Nas minhas constantes viagens entre o Agreste e o Litoral pernambucano, aqui e acolá avisto um circo mambembe. Na semana passada, vi um circo bem pobrezinho na beira da estrada e logo veio à memória um dos momentos especiais da minha infância, quando declamei “Enfermeira de Jesus” no maior circo que apareceu no meu lugarejo; hoje tenho noção que não parecia tão grande assim, mas era o maior circo de todos os tempos na minha recordação de infância.
Lembro até do vestido que eu usava: era branco, bordado, laço na cintura. Lembro até dos carões que eu levava pra pentear os cabelos e minha mãe dizia: como pode uma menina com uma roupa tão bonita declamar um poema com os cabelos despenteados? Mas não adiantava reclamar. Só sei que ainda guardo o cheiro da brilhantina na minha franja; lembro da luz meio laranja sobre mim no picadeiro. Eu, sentadinha em um banco colorido, toda prosa e ciente que todos naquela noite de sábado ouviam minha voz miúda no auto falante da cidade.
Foi assim que dei conta do senso poético ao declamar sobre a liberdade de uma porta aberta e nessa direção a palavra mambembe sem ninguém para conter.
Graça GraúnaNordeste do Brasil, 3 de novembro de 2009
31 outubro 2009
Em memória de Inês de Castro
O canto terceiro em Os Lusiadas
Concluindo o canto terceiro
desta obra imortal
temos um grave desfecho
que a todos choca igual
A amada de Dom Pedro
pra ninguém era segredo:
era a bela Inês de Castro
A essa altura ainda é cedo
mas no desenrolar do enredo
o luto à trama invade
por hora goza de sossego
não tem noção, sequer medo
de um futuro tão covarde.
O pai do amado não aprova
do seu filho a união
por isso, o Rei Afonso
sem piedade ou compaixão
decreta que só a morte,
o ceifar da vida, triste sorte,
é para Inês de Castro a decisão.
É na estrofe UM TRÊS DOIS
que a maldade acontece
pouco tempo depois
da vítima fazer a prece
“- Por amar, que me perdois
o teu filho mais que pudesse
rogo a ti agora pois
que ao exílio me arremesse”
Triste sina a de Inês
que pela espada foi vencida
amar demais foi o que ela fez
pra merecer a vil ferida
que dói no peito português
ainda hoje revivida
E o poeta continua
seu relato grandioso
da história da terra sua
que lhe deixa mui garboso
para os clássicos apontando
aos textos sagrados associando
segue em seus versos rimando
Assim, compunha o clássico
da última flor do Lácio
seu estilo, seu traço
ainda hoje não engana
quem nesse mar navega
logo louva sua entrega
à obra tão vital,
pois nela muito se aprende
muito se sabe, muito se entende
da história de Portugal.
Nota: Luciano Alves é meu aluno no 4º período de Letras, UPE/Garanhuns.
22 outubro 2009
Cinema e Direitos Humanos

30/10 - sexta
20h – Sessão de Abertura
14h - CORUMBIARA - Vincent Carelli (Brasil, 117 min, 2009, doc)
14h - TRAGO COMIGO – Parte 1 (capítulos 1 e 2) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)16h - TRAGO COMIGO – Parte 2 (capítulos 3 e 4) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)18h - BAGATELA – A NECESSIDADE TEM CARA DE CACHORRO - Jorge Caballero (Colômbia / Espanha, 74 min, 2008, doc)
02/11 - segunda
14h - MOKOI TEKOÁ PETEI JEGUATÁ – DUAS ALDEIAS, UMA CAMINHADA - Arial Duarte Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico (Brasil, 63 min, 2008, doc)
DE VOLTA À TERRA BOA - Mari Corrêa, Vincent Carelli (Brasil, 21 min, 2008, doc)
PRÎARA JÕ, DEPOIS DO OVO, A GUERRA - Komoi Paraná (Brasil, 15 min, 2008, doc)
16h - NUNCA MAIS!!! COCHABAMBA, 11 DE JANEIRO DE 2007 - Roberto Alem (Bolívia, 52 min, 2007, doc)
DAYUMA NUNCA MAIS - Roberto Aguirre Andrade (Equador, 30 min, 2008, doc)
18h - SENTIDOS À FLOR DA PELE - Evaldo Mocarzel (Brasil, 80 min, 2008, doc)PUGILE - Danilo Solferini (Brasil, 21 min, 2007, fic)
20h – Audiodescrição NÃO CONTE A NINGUÉM - Francisco J. Lombardi (Peru / Espanha, 120 min, 1998, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual
Teatro do Parque
14h O SIGNO DA CIDADE - Carlos Alberto Riccelli (Brasil, 96 min, 2007, fic)
OS SAPATOS DE ARISTEU - René Guerra (Brasil, 17 min, 2008, fic)
16h - TAMBORES DE ÁGUA: UM ENCONTRO ANCESTRAL - Clarissa Duque (Venezuela / Camarões, 75 min, 2008, doc)
ALÉM DE CAFÉ, PETRÓLEO E DIAMANTES - Marcelo Trotta (Brasil, 15 min, 2007, doc)TARABATARA - Julia Zakia (Brasil, 23 min, 2007, doc)
03/11 - terça
14h - YÃKWÁ, O BANQUETE DOS ESPÍRITOS - Virgínia Valadão (Brasil, 54 min, 1995, doc)
A ARCA DOS ZO’É - Dominique Tilkin Gallois, Vincent Carelli (Brasil, 22 min, 1993, doc)
O ESPÍRITO DA TV - Vincent Carelli (Brasil, 18 min, 1990, doc)
16h - TAMBÉM SOMOS IRMÃOS - José Carlos Burle (Brasil, 85 min, 1949, fic)
18h - À MARGEM DO LIXO - Evaldo Mocarzel (Brasil, 84 min, 2008, doc)
20h - GARAPA - José Padilha (Brasil, 110 min, 2008, doc)
Teatro do Parque
16h - CRUELDADE MORTAL< - Luiz Paulino dos Santos (Brasil, 92 min, 1976, fic) ESTRELA DE OITO PONTAS - Fernando Diniz e Marcos Magalhães (Brasil, 12 min, 1996, fic/ani)
04/11 - quarta
Cinema da Fundação Joaquim Nabuco
14h - PRO DIA NASCER FELIZ - João Jardim (Brasil, 88 min, 2006, doc)
18h - DEVOÇÃO - Sergio Sanz (Brasil, 85 min, 2008, doc)PHEDRA - Claudia Priscilla (Brasil, 13 min, 2008, doc)
05/11 - quinta
16h - O REALISMO SOCIALISTA - Raúl Ruiz (Chile, 52 min, 1973, fic/doc)
AGARRANDO PUEBLO (OS VAMPIROS DA MISÉRIA) - Carlos Mayolo, Luis Ospina (Colômbia, 28 min, 1978, fic)
18h - ESSE HOMEM VAI MORRER - UM FAROESTE CABOCLO - Emilio Gallo (Brasil, 75 min, 2008, doc)
CONTRA-CORRENTE - Agostina Guala (Argentina, 9 min, 2008, fic)
PARTIDA - Marcelo Martinessi (Paraguai, 14 min, 2008, fic)
Local
Cinema na Fundação J. Nabuco, 201 lugares - Rua Henrique Dias, 609 - Derby,
Cinema do Parque, 740 lugares - Rua do Hospício, 88 - Boa Vista,
para saber mais:
contato@cinedireitoshumanos.org.br
e
http://www.cinedireitoshumanos.org.br/
18 outubro 2009
Três poemas para Sepé Tiaraju
Poema I
O GUARANI
Sepé Tiaraju foi um guerreiro
defendeu com a vida o rincão
da caça, da pesca e do plantio
do guarani contra a invasão
Da real história poucos sabem
o que se deu no século dezoito.
Sepé Tiaraju morto em combate
em nome da cultura do seu povo.
Junto a mil e quinhentos guaranis
afirmando que “esta terra já tem dono”.
na luta contra o mal ele morreu
Mas contam lá em São Miguel
quando a noite parece mais pituma
o guerreiro Sepé vira uma estrela
Poema II
Entre as histórias mais belas
do Rio Grande do Sul
é impossível esquecer
a canção de amor e morte
de Pulquéria e Tiaraju.
Na antiga São Miguel
com a lua por testemunha
em meio a flores silvestres
onde pousam tantos pássaros
se encontram os amantes.
É um amor tão bonito
que Ñanderu nos faz ver
o que há de mais sagrado
na história de Pulquéria
e o seu amor por Sepé.
Foi na Guerra das Missões
que o amado parente
enfrentou as duras penas
e as lágrimas de Pulquéria
deram luz a uma nascente
Diz a lenda que Pulquéria
no rio ainda se banha
enquanto o guerreiro amado
segue o Cruzeiro do Sul
quando a noite é mais pituma.
Poema III
MULTIPLICANDO A SEMENTE
Foi Sepé Tiaraju
que pela vida ensinou
multiplicou a semente
da resistência indígena
afirmando sem receios
que “Essa terra tem dono”
pois desde que o vento é vento
desde que o céu é céu
desde que o mar é mar
“Essa terra tem dono”
como quer o Grande Espírito
Ñanderu, o Criador.
Graça Graúna, Nordeste do Brasil, 24 de agosto de 2009
17 outubro 2009
O Guarani Sepé Tiaraju, herói da Pátria!
Fonte: Cimi - http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=4153&eid=351
No dia 07 de fevereiro de 1756 foi assassinado, em uma emboscada, o líder Guarani Sepé Tiaraju. Antes dele, milhares de guerreiros tiveram o mesmo destino e depois de seu assassinato, houve uma chacina indescritível. O povo Guarani foi quase exterminado. Restaram grupos de famílias que passaram a percorrer seu sagrado território escondendo-se dos algozes soldados portugueses e espanhóis. As reduções jesuíticas foram destruídas e se completou com isso, o intento dos que pretendiam tomar as terras e nelas fincar os marcos e estabelecer as divisas, a posse e o domínio.No lugar da paz, que perdurou por séculos, foi plantada a espada, a cruz e o martírio. Os campos floridos e as águas límpidas dos rios, riachos e nascentes foram tingidos pelo sangue do povo Guarani, que não pretendia a guerra, a luta armada. Ao contrário, negociaram enquanto foi possível, a convivência com os invasores e até propuseram a partilha das terras. Mas a ganância, o ódio e a sede pelo poder estavam na gênese dos invasores.O etnocídio foi o resultado do embate entre as forças armadas dos europeus e a singeleza dos habitantes do território que acabou sendo denominado de Brasil, Argentina e Paraguai. E depois das "conquistas", o território e as terras não comportariam mais os seus legítimos donos. Hoje, passados 253 anos, os Guarani continuam a sua trajetória de via-crúcis, perseguidos, massacrados e dispersados. Mas a força da resistência prevaleceu e este povo, apesar das adversidades, se posiciona frente ao Estado brasileiro, e, seus homens, mulheres e crianças bradam, assim como Sepé Tiaraju e os milhares de guerreiros que tombaram na luta bradaram: "Alto lá! Esta terra tem dono"!A agonia dos Guarani-Kaiowá, Mbya, Nhandewa, Xiripá é uma cruel realidade dentro do território brasileiro, um país que, pela definição de sua Constituição Federal, é democrático e como tal, nele deveriam ser respeitados os direitos de todos os povos e culturas. Mas não é o que predomina. Ao contrário, enquanto o poder público decreta Sepé Tiaraju como um dos heróis da Pátria, ao mesmo tempo nega-se ao povo Guarani o direto a vida, o direito a terra. Os objetivos da resistência e luta de Sepé Tiaraju, aqueles pelos quais foi assassinado, hoje são causa de perseguição, espancamentos, ameaças e assassinatos de líderes Kaiowá em Mato Grosso do Sul, bem como em outros estados da federação.O poder público, o mesmo que enaltece as lutas do passado, reprime, condena e mata no presente. A contradição é dolorosa. Por que negar aos Guarani-Kaiowá o direito de viverem com dignidade sobre as terras que são suas por direito? E eles não desejam todo o território. Assim como no passado propuseram a partilha das terras a desejam também hoje. Eles sonham com a vida, mas para isso não bastam as esmolas que o Estado lhes oferece.Sepé Tiaraju simboliza uma história de resistência do passado, mas fundamentalmente brada, através dos Guarani-Kaiowá, Mbya, Nhandewa, Xiripá, que a opressão acontece hoje com grave intensidade e diante dos olhos do mundo. A contemporaneidade se difere de 253 anos atrás, porque no passado os relatos ficavam restritos a memória e alguns escritos que possibilitaram narrar e comunicar os lastimáveis acontecimentos.As atuais e inovadoras tecnologias midiáticas mostram online as atrocidades que são cometidas contra os legítimos donos da terra. No entanto, aqueles que comandam os poderes públicos se mostram insensíveis, tapam os ouvidos e vedam os olhos para justificar que nada sabem, nada escutam e nada vêem. E assim transformam os direitos - assegurados na Constituição Federal no seu artigo 231 - em litígio, em disputa, em ações judiciais, em conflitos sem soluções. Como agravante, transformam as vítimas em réus, criminalizam aos que reclamam direitos e absolvem quem invadiu, grilou e/ou se apropriou inadequadamente de terras e bens que não eram seus. Omite-se diante de agressões, espancamentos e assassinatos. Permitem que sejam queimados os barracos de lona na beira das estradas, deixam que se armem, criem milícias de pistoleiros e que disparem tiros contra pessoas, casas e barracos. Em síntese, permitem que sejam cometidos os mais absurdos crimes sem que se faça qualquer objeção.Sepé Tiaraju foi assassinado e muitos de seus parentes contemporâneos, depois de quase três séculos, têm o mesmo destino. Ele virou o primeiro herói indígena do Rio Grande do Sul e agora do Brasil. Enquanto isso, os Guarani são tratados como invasores, bugres, criminosos. Hoje restam apenas, para estes filhos da mãe-terra, os barracos de beira de estrada. E não se sabe até quando...
14 outubro 2009
Caos climático

a memória das Águas
o grito da Terra
o chamado do Fogo
o clamor do Ar.
As folhas secas rangem sob os nossos pés.
Na ressonância o elo da nossa dor
em meio ao caos
a pavorosa imagem
de que somos capazes de expor
a nossa ganância
até não mais ouvir
nem mais chorar
nem meditar,
nem cantar...
só ganância, mais nada.
É temerário descartar
a memória das Águas
o grito da Terra
o chamado do Fogo
o clamor do Ar.
Graça Graúna, Nordeste do Brasil, 14 outubro de 2009
"Ser educador é ser confessor de sonhos"

12 outubro 2009
...pensando nas Crianças e na América
Romaria
(autoria: Renato Teixeira)
É de sonho e de pó,
O destino de um só,
Feito eu perdido em pensamento,
Sobre o meu cavalo,
É de laço, é de nó,
De gibeira, o jiló,
Dessa vida, cumprida a sol.
Sou caipira pirapora,
Nossa Senhora de Aparecida,
Ilumina a mina, escura e funda,
O trem da minha vida.
O meu pai, foi pião,
Minha mãe, solidão,
Meus irmãos, perderam-se na vida,
A custa de aventuras,
Descasei, e joguei,
Investi, Desisti,
Se à sorte, eu não sei, nunca ví.
Sou caipira pirapora,
Nossa Senhora de Aparecida,
Ilumina a mina, escura e funda,
O trem da minha vida.
Me disseram porém,
Que eu viesse aqui,
Pra pedir, de romaria e prece,
Paz nos desalentos,
Como eu não sei rezar,
Só queria mostrar,
Meu olhar, meu olhar, meu olhar.
Sou caipira pirapora,
Nossa Senhora de Aparecida,
Ilumina a mina, escura e funda,
O trem da minha vida.
06 outubro 2009
Esse tal Meio Ambiente
Um dia...
Um tema...
Milhares de vozes...
O Blog Action Day 2009 tem como tema as Alterações Climáticas. Estas modificações afetam-nos a todos, ameaçam mais do que muitas vezes podemos imaginar, ou seja:
Mais fome
Mais inundações
Mais guerras
E milhões de refugiados
Considerando a urgência deste assunto e as negociações internacionais sobre o clima que se esperam em Dezembro próximo em Copenhagen, a blogosfera tem a oportunidade única de mobilizar milhões de pessoas exprimindo as suas expectativas na obtenção de uma solução sustentável para a crise climática.
Cadastre-se no site da ação, use o banner (de preferência) e poste algo sobre mudanças climáticas no dia 15.
Temos que utilizar essas mídias alternativas, como os blogs, que estão aí para serem usadas… para divulgar nossos objetivos e desejos pessoais, todos pensando em mudar o nosso futuro, quem sabe para melhor! É válido ou não darmos uma chance a nós mesmsos, ao mundo?
Todo blogueiro têm sua própria linha temática do blog (ou não), mas acho que para esta questão é válido um desvio no roteiro.
Vamos contribuir e, postar algo no dia 15/10/09
Para registrar o blog: http://blogactionday.org/en/blogs/new
VAMOS FAZER UMA AÇÃO DIFERENCIADA
Cada blogueiro que aderir ao movimento fazendo uma publicação, envie o link da postagem para este blog, (pode ser um conto, crônica, poesia, foto, pintura, música, o que a criatividade mandar), para que todos os participantes e leitores possam desfrutar dos trabalhos de cada participante. Vamos formar uma grande lista de apoiadores a esta grandiosa causa, com uma bela participação de cada um.
Almirante Águia
MAIS INFORMAÇÕES
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