quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Folia de Reis



Folia de Reis



Os reis mag(r)os lentamente
caminham pelo sertão
anunciam que a vida
é de curta duração
enquanto o sol arrebentar
em pedacinhos o chão

Léguas e luas de sede
ovos de camaleão
mas nem tudo está perdido:
na direção da estrela
a flor do mandacaru
dá esperança ao sertão


Graça Graúna

Nordeste do Brasil, janeiro de 2017.


Nota: escrevi este poema em dezembro de 1981. Em 1999  foi publicado no meu primeiro livro de poemas Canto Mestizo, prefaciado por Leila Míccolis (Ed. Blocos RJ).