domingo, 5 de abril de 2015

Tear da palavra



Na urdidura do tempo
o ser
a poesia:
água que eu bebo
chão que eu me deito
ar que respiro.

Poesia de pedra
e sal
de peixe
e terra
de vinho
e pão
entrecho
trama.

De fio a pavio
a urdidura a vida.


Graça Graúna. Tear da palavra. Belo Horizonte: Coleção M.E 18, 2007, p. 13.


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