sábado, 28 de junho de 2014

Verde’sperança

Foto e composição artística: Ana Inês Ferreira



... no meio do caminho
como quem não quer nada
matei minha sede
na barraca de coco
degustando as palavras
de um homem submerso:

verde não é só pela copa,
mas pela esperança
de um país mais justo.


               Graça Graúna
               Nordeste, 28 de junho de 2014

2 comentários:

Ademario Ribeiro disse...

... no meio do caminho
havia a bola, a chuteira
e pior: o chute no
meio do povo submerso:
e ele quedava
pois não havia emprego,
saúde, educação,
paz e ele inda era impelido
a gritar pela copa...
senão, não era
do time "Pátria de chuteira"...

O povo é quem deve fazer
o gol...
da saúde boa e para todxs
e não apenas para os chuteiras de ouro...
o gol da educação de qualidade e para todxs
e não apenas para os chuteiras de ouro...
o gol do emprego para que ele tenha
honra e alegria de ser gente...
"Craque mesmo é o povo brasileiro" - dizia Gonzaguinha!

Graça Grauna disse...

Ademario, querido: obrigada pela leitura acerca do meu poema, digo, em torno da nossa Pátria tão machucada pelas "chuteiras de ouro". Abraçs, graúna