sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Em defesa dos Guarani kaiowá - I


Guarani Kaiowá: deputados apelam a Dilma e à ONU 
Deputados da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) enviaram ontem uma carta à presidente Dilma Rousseff em que pediram atenção especial à situação vivida pelos Guarani Kaiowá. A CDHM mandará ainda um documento à ONU e à OEA para alertá-las sobre as condições de tensão e risco que os indígenas enfrentam no Brasil, em especial os de Mato Grosso do Sul. Ontem em Brasília, mais de 400 pessoas, entre estudantes e representantes de movimentos sociais, marcharam na Esplanada dos Ministérios em defesa do povo Guarani Kaiowá. Outra marcha a favor dos indígenas está marcada para 9 de novembro -CB, 1/11, Brasil, p.10. 

Morosidade do Estado 
"Com a exploração do solo, principalmente pela criação do gado, as fazendas começaram a tomar espaço das reservas. Sassoró, por exemplo, que tinha 3,6 mil hectares, hoje tem 1,7 mil hectares. O resultado é muito índio vivendo em áreas pequenas. Bororó, em Dourados, tinha 500 pessoas em 1940, em 1980 já eram 1,5 mil. Vários problemas levaram o índio a reivindicar a terra tradicional dele. Só que o fazendeiro também não quer sair, porque ele comprou a terra. Muitos fazendeiros compraram sem saber que havia índios ali. Outros sabiam. Mas, eles pensavam: 'ah, tem índio, mas índio a gente manda embora, mata, resolve'. Com a Constituição de 1988, nossos direitos começaram a ser respeitados. O governo precisa apressar as demarcações, precisa ser mais ágil para solucionar esses conflitos, que trazem muito sofrimento e violência", diz em entrevista Tonico Benites, ou Ava Verá Arandú - CB, 1/11, Brasil, p.10.

Fonte: ISA

2 comentários:

Ademario Ribeiro disse...

Uma palavrinha apoesinhada para minha amada irmã (GG):

A zanga é humana.
O contratempo é vizinho.
A dor é uma intrometida.
Os sais precisam de retroalimentação.
Os dias passam.
As pessoas vivem - outras sobrevivem...

Você faz falta!
A falta incomoda!
Quanda ela abunda
a vertígem é profunda
e eu nem queria rimar
e não sei rimar
eu sem você!

A presença de Ñanderu nos fortalece que Ele nos acolha nessas horas!!!

Beijos!

Ademario Ribeiro (AR)

Graça Graúna disse...

Ademario - tuas boas palavras me chegam neste dia de finados. Precisamos juntar nossas vozes e nossas mãos para que a esperança volte a reinar entre os parentes guarani. Que Ñanderu nos acolha sempre. Grauninha