segunda-feira, 19 de março de 2012

Ciranda poética na praça ao povo da Bahia - II



          Quando meus alunos e eu saímos da UPE/Garanhuns (no dia 16 de março - à noite)  rumo à Salvador (BA), o propósito foi chegar à Praça Castro Alves. E chegamos! Pegamos quase 30 horas de estrada (somando ida e volta) no ônibus da Universidade; varamos a madrugada desejosos de alcançar os nossos sonhos. E alcançamos! Foi bonito e poético ver de perto a realidade da Bahia de Castro, de Gregório de Matos, de Jorge Amado de todos os santos nomes que fazem parte da nossa vida de argilas pensantes.

Assunção, Almirante Águia, Yã, Ademário e eu.
  
Poeta Almirante Águia
Assunção
          Qual arapongas errantes, distendemos nossas asas e os nossos sonhos sobrevoaram por Salvador. Foi bonito ver bem de perto um grupo de poetas acompanhando as arapongas errantes no Mercado Modelo, no Elevador Lacerda, no Pelourinho, pelas ruas de cima e pelas ruas de baixo, saudando o alegre e guerreiro povo da Bahia. Isto só foi possivel porque tivemos o largo abraço, a voz e a alma condoreira dos poetamigos que nos receberam. 
          A ciranda poética que fizemos na praça de Castro Alves foi o nosso jeito nordestinado de demonstrar a todos que nos acolheram o nosso abraço paranambucano e eterno agradecimento.
Participaram do recital na praça:

Ademario Ribeiro
Ailton Silva & Guerra
Douglas de Almeida
Edgar Velame
Edmilson Baraúnas
Francisco Assunção
Jorge Mello
Graça Graúna
Ivan Maia
Lílian Carneiro
Marcos Peralta
Alunos(as) do V período de Letras da UPE

"...essa ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá"...

Ivan Maia
O aluno Pedro lê um poema de Castro Alves
Ademario Ribeiro
Alunos da UPE
Poetas Douglas Almeida e Marcos Peralta

Edmilson Baraúnas
Lilian Carneiro
Ademario, Natalina e eu
Douglas e Ademario
Edgar Velame
Edmilson baraúnas e poetamigos
Alunos da UPE, eu, Ivan maia e Almirante Águia
Poeta Almirante Águia
GGraúna
  Os versos que seguem fazem parte do poema “Murmúrios da tarde”, de Castro Alves. Versos que sugerem o nosso estado de alma diante da bela paisagem que presenciamos ao pé da estátua do poeta maior da Bahia:

“Ontem à tarde, quando o sol morria,
A natureza era um poema santo,
De cada moita a escuridão saia,
De cada gruta rebentava um canto,
Ontem à tarde, quando o sol morria.
Do céu azul na profundeza escura.
(...)
E a verde pluma dos sutis palmares
Tinha das ondas o murmúrio vago...
Larga harmonia embalsamava os ares.
Era dos seres a harmonia imensa,
Vago concerto de saudade infinda!
‘Sol — não me deixes’, diz a vaga extensa.”

As fotos (autoria de Natalina B. Ribeiro e Yã B. Ribeiro) ilustram a nossa estada relâmpago na Bahia de Castro, na Bahia de Todos os Santos, na Bahia que acolheu o nosso cantar de arapongas errantes. E foi assim durante o dia, em meio ao profundo azul do céu e um mar de poesia. 
Até a volta e sempre, 

7 comentários:

Ademario Ribeiro disse...

GG, estimada, você e @s aprendizes da UPE trouxeram muita luz e alegria para os ares da Bahia - em particular - na Praça (de) Castro Alves. @s poetas pedem bis e como uma gíria legas das suas meninas: "presta, obrigado!".

Beijos em tod@s por aí!!!

Karina Calado disse...

Graúna, como queria que o tempo voltasse e eu ainda fosse sua aluna no V período de Letras! Parabenizo-a pela iniciativa. Pelo release, tentei sentir a emoção que os tomou nesse momento. Respirando os ares de Castro Alves, Gregório e Adelmário, de tão maravilhada, acho que, se fosse eu, não teria conseguido recitar. Se tiver bis, quero candidatar-me a uma vaguinha rumo à Bahia, nem que seja na mala de alguém.
Cheiros,
Karina

Graça Graúna disse...

Ademario, querido: nunca é demais repetir que eu estsou muito agradecida por tudo que você, Natalina, Yã, o guerreiro Jorge, as meninas do movimento das mulheres de Simões Filhos, os poetas da praça, das ruas...todos contribuiram para que meus alunos e eu nos sentíssemos mais felizes do que nós somos. Viva a poesia! GGraúna

Graça Graúna disse...

Estimada karina: também sou muito agradecida a Ñanderu que me deu de presente amigos, alunas e alunas atuantes iguais a você. meu coranão não é maior que o mundo mas sempre cabe mais um....rs...Vamos torcer! Na proxima viagem você estará conosco. Grata pelo carinho. Bjos. GGrauna

Graça Graúna disse...

Profa. Magdalena Almeida (UPE), disse:

Belo trabalho, Graça: com cara de brincadeira. Talvez por isso, tão incompreendido.
Parabéns pela iniciativa!
Abraços,
Magdalena

Graça Graúna disse...

Obrigada Profa. Madá: suas palavras são um encorajamento.

Bjos,

GGrauna

Ademario Ribeiro disse...

G, querida G, é sempre bom enunciar aos quatro ventos que o outro nos faz melhores do que somos. Sou cada vez melhor quando você está por perto!

Karina, querida, penso muito como você - a emoção sempre me arrebata! Contudo, no próximo Recital há de vir nem que providenciemos por aqui um alforje caatingueiro forrado de ervas silvestres ou numa ponta ervada de uma flecha para que chegue mais depressa!

Profª Madalena: sua palavra - lavra fundo em nós que cremos no poder e essencialidade da Poesia! "Ele(a)s" temem a luz que Ela irradia e receiam ficarem nus - porisso dão de fazer caras feias ou de soslaio quando vêm rostos assim como o da GGraúna!

Parodiando GG, digo: Que a Poesia nos acolha, sempre!