domingo, 31 de outubro de 2010

Saciedade dos poetas vivos - vol. 11

Abilio Pacheco, Adelaide Amorim, Beatriz Amaral, Clevane Pessoa, Dimythryus/ Darlan Alberto T. A. Padilha, Efigênia Coutinho, Ferreira Gullar, Flavio Gimenez, Flávio Mota, Gerson Ney França, Graça Graúna, Jânia Souza, Jayme Benassuly, Luiz Otávio Oliani, Marlene Andrade Martins, Nazilda Correa, Paola Rhoden, Rosy Feros,Tere Tavares.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poetas de todo o mundo, uní-vos!


Algumas palavras: poucos se dão conta do dia de hoje. Para os desavisados,  20 de outubro pode até ser uma data como outra qualquer; mas para nós que temos por missão a palavra (especificamente a palavra no seu estado poético), o dia de hoje é especial porque uma alma sensível proclamou o 20 de outubro para não esquecermos a força da poesia. Há tantos nomes de poetas que eu gostaria de citar aqui... há uma infinidade. E toda vez que me vem o desejo de recitar um poema, penso logo no grande poema intitulado Motivo, de Cecília Meireles. Eis o motivo que me leva a destacar alguns de seus versos. Outro poema que me encanta é Retrato e mais um tanto de versos vindos da alma de Cecília, a exemplo de Timidez. Quem não gostaria de ter escrito esses versos? Então, para o dia de hoje, para tdos(as) nós que desejamos  megulhar  no mar da escrita, espero que o espírito poético sempre nos acolha. Viva Cecília! Viva a poesia, sempre! Saudações literárias, Graça Graúna.

***
MOTIVO
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.


(Cecília Meireles)

***RETRATO


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

(Cecília Meireles)


***
 TIMIDEZ

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.


Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
- palavra que não direi.


Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.


E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.


(Cecília Meireles)

Nota: imagem disponível no Google.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Desafios e propostas do IV Fórum Social Mundial das Migrações


Texto: Luiz Bassegio e Luciane Udovic *
Adital -

Entre os dias 08 a 12 de outubro, mais de 600 pessoas provenientes de 45 países e outras tantas, do Equador, estiverem em Quito, participando do IV FSMM, que tinha como lema: "Derrubando o Modelo e Construindo Atores - Povos em Movimento pela Cidadania Universal". Os debates, mesas, seminário e oficinas foram em torno dos eixos: crise global e migrações, direitos humanos, diversidade, convivência e transformações sócio-culturais e novas formas de escravidão. Além dos seminários, um diálogo com o Fórum de Autoridades Locais - Cidades Abertas, a Assembléia dos Movimentos Sociais e a Marcha dos Movimentos Sociais, realizada em parceria com o Congresso da CLOC- Coordenadoria Latino americana de Organizações Campesinas com o lema: "Soberania Alimentar, Dignidade e Cidadania Universal".
Constatações

Vivemos uma crise do capitalismo. Uma crise econômica, financeira, energética, ambiental e alimentar. Uma crise que indica o fracasso da globalização neoliberal, com graves conseqüências sociais e ambientais para toda a humanidade. A crise põe em perigo a vida e sua produção bem como a existência da humanidade e do planeta.

As mudanças climáticas, resultado da degradação ambiental provocada pelo desenvolvimento capitalista, hoje é uma dura realidade. Carrega consigo transformações dramáticas nos ecossistemas e na vida de milhões de pessoas. O panorama pode ser ainda mais catastrófico. Mares que se elevam, secas ou enchentes que serão devastadoras. Estudos já indicam que na metade do século atual milhões de pessoas poderão estar fugindo de desastres naturais em busca de locais mais seguros onde possam sobreviver. Poderá ser o maior processo migratório na história.

Nas várias etapas do ciclo econômico mundial, há uma constante e sistemática violação de direitos humanos das pessoas migrantes, refugiados e desplazados nos países de origem, trânsito e destino.

As migrações internacionais apresentam grandes desafios com relação a interculturalidade, a multiculturalidade e a construção de identidades. Não há e nem podem existir hierarquias entre as distintas culturas, mas pelo contrário relações de complementaridade e de solidariedade.

Com o avanço da globalização, a abertura acelerada das economias nacionais, desmantelamento e privatização das estruturas estatais, a indústria do crime controla o aliciamento de pessoas e do tráfico de migrantes, valorizando as suas atividades, produzindo novas formas de escravidão, exploração humana e servidão nos diferentes fluxos migratórios mundiais.

Encontro Cidades Abertas

Dando continuidade a uma iniciativa do FSMM, que realizou o primeiro encontro Cidades Abertas em Rivas-Vaciamadri, Espanha/2008, foi realizado em quito o II Fórum de Autoridades Locais. Na ocasião pudemos repassar e debater com os prefeitos e outras autoridades locais de diversos países as recomendações do Fórum Social Mundial das Migrações.

Os participantes do Fórum demandam às autoridades políticas públicas que garantam aos imigrantes acesso à saúde, educação, habitação, trabalho e seguridade humana; demandam também a construção de cenários de coesão social, favorecendo as dimensões da tolerância, integração e interculturalidade; exigem a participação política plena, garantindo os direitos civil e políticos que são a porta de entrada para a construção coletiva de nossas cidades, em particular, o direito de votar e de ser votado; processos de educação local que impeçam o medo ao diferente, que muitas vezes consolida os preconceitos e se convertem em práticas discriminatórias e finalmente a desburocratização dos serviços prestados aos imigrantes e que os mesmos seja de qualidade.

Marcha dos Movimentos Sociais e dos Migrantes

Merece destaque neste processo o fato da Marcha ter sido realizada em conjunto com a CLOC - Coordenadoria Latinoamericana de Organizações Campesinas, que realizou seu V Congresso, também em Quito, sob o lema: "Soberania Alimentar, Dignidade e Cidadania Universal". A marcha foi uma articulação entre movimentos de campesinos e de imigrantes. A sintonia e unidade de luta foi visível durante a Marcha. A diversidade de movimentos sociais não impediram que as bandeiras de luta fossem unificadas e reforçadas. Cerca de 5 mil vozes fizeram-se ouvir pelas ruas de Quito com gritos de guerra unificados como: "Si queremos e si nos da la gana, uma tierra unida, livre y soberana"; "ninguna persona es ilegal"; "migrantes unidos jamás serán vencidos"; ou ainda, "no queremos y no nos dá la gana, de ser uma colônia norte americana y si queremos y si nos da la gana América Latina, socialista y soberana". Enfim, a luta era uma só: contra toda a forma de opressão. A Marcha unificada sinaliza que a articulação dos movimentos sociais é fato e fortalece a caminha para a construção de outro mundo possível.

Momento do Grito

Sendo o dia 12 de outubro a data que marca as mobilizações continentais do Grito dos Excluídos/as, pela simbologia da luta e resistência dos povos contra o colonialismo, ao final da marcha houve uma mística preparada pela delegação do Grito para marcar a data e se somar as inúmeras mobilizações que estavam ocorrendo em outros países. O Grito Equatoriano construiu um gigantesco protótipo de um avião e um barco, simbolizando os meios de transporte utilizados hoje pelos migrantes. Uma encenação mostrou ainda a dor de quem parte e a dor de quem fica a espera de que um dia se reencontrem e vivam com dignidade. Foi um momento de muita emoção e também de alegria quando os marchantes migrantes desfilaram pela Praça São Francisco com o barco e o avião, dançando e cantando, e gritando: "Derrumbando el modelo, nadie es ilegal, pueblos em movimiento, por la ciudadania universal".

Conclusões

Ao processo do FSMM apresenta-se o desafio de construir um novo paradigma civilizatório que garanta uma relação harmônica entre os direitos dos seres humanos e a mãe terra.

É necessária a construção de poderes locais, regionais, nacionais e mundiais, que permitam gradualmente ir conquistando espaço na definição de agendas públicas, programas e projetos.

Outro desafio, na construção de novos atores, aponta para a incorporação de crianças, adolescentes e jovens assegurando a incorporação de suas propostas e a participação efetiva no processo.

É preciso o respeito irrestrito aos direitos humanos das pessoas migrantes e o fechamento de todos os centros de internamento e de detenção no mundo e que sejam suprimidas as "redadas" e as deportações de milhares de migrantes nos países de trânsito e de destino; devem ser denunciados todos os meios de comunicação que criminalizam os migrantes e que incitam à xenofobia e o racismo.

O FSMM deve reiterar sua solidariedade aos povos do mundo especialmente ao povo palestino, colombiano e iraquianos.

Exigir que os países assinem, ratifiquem e ponham em prática a Convenção Internacional sobre os Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e de suas Famílias.

Cabe ao Fórum também o compromisso da contribuir na construção de um novo modelo civilizatório que privilegie a vida, a integração dos povos, a harmonia entre as mulheres, os homens e a natureza garantindo a sustentabilidade da humanidade e da Madre Terra para os próximos milênios.

Próximo Fórum

Durante a Assembléia dos Movimentos Sociais foi oficializado que a sede da quinta edição do FSMM será na Coréia do Sul. Ao receber a noticia, o trabalhador migrante, representando a rede de movimentos sociais da Coréia, sensibilizado, fez um pronunciamento. Ainda que em coreano, a plenária se emocionou com sua reação. Uma colega também coreana, traduzia para o inglês e um imigrante dos EUA, traduzia para o espanhol. Porém o espírito de luta, garra e compromisso evidenciado neste migrante coreano dispensou palavras e traduções. Nos fez ver e sentir que a luta e o desejo de cidadania plena não tem fronteiras. A assim segue o Fórum Social Mundial das Migrações: povos em movimento, ultrapassando fronteiras, por cidadania universal.

* Secretaria Continental do Grito dos Excluídos/as

Nota: ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Liberdade para o nobel da paz Liu Xiaobo e a poetisa Liu Xia.

Foto:  EPA/BGNES

A poetisa Liu Xia foi obrigada a abandonar seu domicílio de forma secreta e sob forte vigilância policial para não ter de conceder entrevista aos inúmeros jornalistas que esperavam que ela saísse de seu apartamento para comentar à imprensa sobre a decisão do Instituto Nobel da Noruega.

Fontes dissidentes asseguram que Liu negociou com as autoridades seu silêncio em troca de poder visitar hoje seu marido e informá-lo sobre o prêmio, já que ele se encontra incomunicável na prisão.

No entanto, a esposa fez declarações a alguns meios de comunicação e enviou um comunicado expressando agradecimento e pedindo liberdade para Liu. Tal como informou hoje o jornalista dissidente Wang Jinbo, Liu Xia viaja sob custódia e acompanhada por seu irmão à localidade de Jinzhou, na província vizinha de Liaoning, 480 quilômetros ao nordeste da capital chinesa, onde seu marido cumpre pena de 11 anos desde dezembro de 2009 por redigir um manifesto político pedindo democracia na China.

Wang, que é amigo da poetisa, assinala que a segurança nos arredores da prisão se intensificou nesta manhã e que as áreas de acesso à mesma foram bloqueadas. Os moradores de Jinzhou dizem que não viram muitos agentes de segurança pública, mas a Polícia deteve um veículo com jornalistas de Hong Kong e os levou à delegacia para interrogatório. Em seguida, eles foram convidados a abandonar a localidade.

A poetisa Liu Xia foi obrigada a abandonar seu domicílio de forma secreta e sob forte vigilância policial para não ter de conceder entrevista aos inúmeros jornalistas que esperavam que ela saísse de seu apartamento para comentar à imprensa sobre a decisão do Instituto Nobel da Noruega.

Fontes dissidentes asseguram que Liu negociou com as autoridades seu silêncio em troca de poder visitar hoje seu marido e informá-lo sobre o prêmio, já que ele se encontra incomunicável na prisão.

No entanto, a esposa fez declarações a alguns meios de comunicação e enviou um comunicado expressando agradecimento e pedindo liberdade para Liu. Tal como informou hoje o jornalista dissidente Wang Jinbo, Liu Xia viaja sob custódia e acompanhada por seu irmão à localidade de Jinzhou, na província vizinha de Liaoning, 480 quilômetros ao nordeste da capital chinesa, onde seu marido cumpre pena de 11 anos desde dezembro de 2009 por redigir um manifesto político pedindo democracia na China.

Wang, que é amigo da poetisa, assinala que a segurança nos arredores da prisão se intensificou nesta manhã e que as áreas de acesso à mesma foram bloqueadas. Os moradores de Jinzhou dizem que não viram muitos agentes de segurança pública, mas a Polícia deteve um veículo com jornalistas de Hong Kong e os levou à delegacia para interrogatório. Em seguida, eles foram convidados a abandonar a localidade.

O Governo chinês repudiou ontem a concessão do prêmio a um "criminoso" e qualificou a decisão de "blasfêmia", porque, segundo o regime autoritário comunista que governa a China desde 1949, a decisão descumpre o espírito do Prêmio Nobel. Além disso, a Chancelaria chinesa chamou para consultas o embaixador norueguês em Pequim e censurou a notícia na imprensa de todo o país.

As capas dos jornais estampam hoje as notícias referentes ao câmbio do iuane e à sucessão na Coreia do Norte. Só os editoriais mencionam o Nobel da Paz, e para condená-lo.

Fonte: ig.com.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Adolescente mapuche em greve de fome

Imagem disponível no Google


Texto: Adital


O menor Luis Marileo, detido no Centro de Reabilitação de Conduta de Chol Chol, no sul chileno, se mantém em greve de fome há 31 dias, segundo nota publicada hoje com sua assinatura.

Marileo tem 17 anos de idade e pertence à Comunidade Cacique José Guiñón, na comunidade de Ercilla, região da Araucanía no Chile

O adolescente, que se uniu ao jejum dos companheiros no dia 1º de setembro, foi aprisionado em abril deste ano, sob a denúncia de associação ilícita terrorista.

A mensagem de Marileo, publicada nesta segunda-feira pela Rede Diário Digital, respalda as demandas de seus irmãos de etnia que exigem o fim da aplicação da lei antiterrorista nas causas dos indígenas, assim como o fim do duplo processamento judicial (civil e militar).

Sobre o acordo proposto pelo Governo que levou uma parte dos presos mapuche a depor a medida de força, o menor opinou que "falta um pronunciamento claro a respeito da desmilitarização de nossas comunidades" e enquanto a eliminação das testemunhas protegidas.

Agregou que os detidos em Chol Chol, instituição que disse "desempenha o papel de cárcere de crianças", estão presos por tempo excedido de investigação. Denunciou ainda que nas comunidades mapuche há menores com danos psicológicos e físicos.

De acordo com a mencionada publicação que trouxe à luz o testemunho de Marileo, o menor mapuche perdeu até o momento 12 quilos.

A Rede Diário Digital precisou ainda que entre os dez encarcerados na prisão da cidade de Angol que mantêm a greve de fome , se encontra Huaikalaf Calfunao Cadín, hijo da lonko (autoridade) Juana Calfunao.


Nota 1: a notícia é da Prensa Latina
Nota 2: ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Adital - Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

domingo, 3 de outubro de 2010

IV Fórum Social Mundial das Migrações

Clamor dos migrantes


Texto: Tatiana Félix (Jornalista da Adital)
Adital -

Depois do ataque sofrido (em 30 de setembro) pelo presidente do Equador, Rafael Correa, e do receio de que acontecesse um Golpe Político no país, o Comitê Internacional do Fórum Social Mundial das Migrações (FSMM) e a Secretaria Técnica do evento, divulgaram um comunicado confirmando a realização da 4ª edição do Fórum, a partir do dia 8 de outubro, em Quito, no Equador. "Toda nossa programação se mantém. (...) Não há razão para suspender suas viagens e participações", confirmaram.

O objetivo do Fórum, que segue até o próximo dia 10, é reunir pessoas que se posicionam contrárias ao modelo de globalização neoliberal e à restrição do reconhecimento da cidadania e dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais das pessoas migrantes, refugiadas, deslocadas e apátridas.
A expectativa é que movimentos sociais de todos os continentes, que compõem o Comitê Internacional do FSMM, participem do encontro em Quito e contribuam para apontar um caminho até a materialização de avanços constitucionais e legislativos no âmbito das migrações.
A proposta do FSMM é facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos a fim de alcançar ações concretas para melhorar as condições das pessoas deslocadas, tanto refugiadas ou imigrantes, como apátridas no mundo.
Neste contexto, busca-se a construção de um outro modelo de vivência social, de uma sociedade planetária construída por uma relação entre seres humanos e natureza, consolidando uma globalização solidária. Na pauta de discussões estão inseridos assuntos de relevância como Crise Global e fluxo migratório, o papel dos organismos multilaterais e internacionais frente à migração, Tráfico e Exploração de Seres Humanos e Processos de integração dos povos: articulação, resistências e organização.
Também serão debatidas situações difíceis que podem envolver a vida dos migrantes como: Racismo, xenofobia, discriminação e formas de exclusão, Migrações e Trabalho Escravo e as Novas formas de escravidão, exploração humana e servidão.
Sobre o que diz respeito aos Direitos Humanos e Migração, serão discutidos pontos como: Trabalhadores migrantes e direitos trabalhistas, Migração e direitos sexuais e reprodutivos, Desenvolvimento do Migrante como sujeito ou ator político e Fronteiras: muros, externalização e bases militares.

Histórico do FSMM

A primeira edição do Fórum Social Mundial das Migrações aconteceu no Brasil, em 2005, com foco sobre o tema "Travessias na desordem global". A segunda edição, em 2006, foi realizada na Espanha e abordou a questão da "Cidadania Universal e Direitos Humanos. Outro mundo é possível, necessário e urgente". Já o 3° Fórum, que foi realizado novamente na Espanha, tratou do lema "Nossas vozes, nossos direitos, por um mundo sem muros".


Nota:
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"...e é morrendo que se vive..."

Detalhe de um painel de Vitche

"Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz
Onde houver ódio que eu leve o amor
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
Onde houver discórdia que eu leve a união
Onde houver dúvida que eu leve a fé
Onde houver erro que eu leve a verdade
Onde houver desespero que eu leve a esperança
Onde houver tristeza que eu leve a alegria
Onde houver trevas que eu leve a luz
O mestre fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna"

Autor: São Francisco de Assis