sábado, 7 de agosto de 2010

Pra não esquecer a rosa de Hiroshima

Texto e imagem: Correio

No Japão, 6 de agosto  "foi dia de lembrar um dos episódios mais trágicos da história da humanidade: o primeiro ataque atômico. Em Hiroshima, o sino da paz soou às 8h15, a hora exata em que caiu a bomba. Centenas de pessoas fizeram um minuto de silêncio e mil pombas foram soltas. Após 65 anos, a lembrança daquele dia ainda provoca lágrimas. Esse ano, pela primeira vez, os Estados Unidos enviaram um representante à cerimônia. O primeiro-ministro Naoto Kan disse que o Japão, como único país que sofreu ataque nuclear, tem o dever de lutar por um mundo livre de ameaças atômicas. No dia 6 de agosto de 1945, os americanos lançaram a primeira bomba e 140 mil pessoas morreram. Três dias depois, a segunda bomba caiu sobre a cidade de Nagasaki, levando o Japão a se render e ao fim da Segunda Guerra Mundial."


Imagem: Google

Nota: vale conferir o  poema-canção de Vinicius de Moraes e Gerson Conrad:
Rosa de Hiroshima


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

6 comentários:

Ademario Ribeiro disse...

Gracinha, meu (nosso) amor, segue uma outra PensamentAção acerca deste episódio, parido em 2006.

Beijos e muita paz!

AR

“O AMOR É UMA ATITUDE CONCRETA”







São precisamente 8h15 do dia 6 de agosto de 2006
No Parque Memorial da Paz em Hiroshima
Fazem por tanto, 61 anos
Que neste Ponto Zero
O avião B-29 Enola Gay,
Dos Estados Unidos, bombardeava
Hiroshima e três dias depois Nagasaki
- cidades do Japão
Que se rendeu ao terror
Da Segunda Guerra, seis dias depois.




São precisamente 8h15 do dia 6 de agosto de 2006
No Parque Memorial da Paz em Hiroshima
Fazem por tanto, 61 anos
Homens, mulheres, crianças
Reencontram-se nesse Ponto Zero
Para renovarem um ritual
“Em memória dos mais de 220 mil”
Explodidos na radiação,
Num cogumelo de calor, horror,
Ventos, efeitos sinérgicos...



Armas nucleares, a fome,
A seca, as desigualdades sociais,
As intolerâncias, fronteiras autoritárias,
Os preconceitos, os extremismos,
Crianças nas ruas, na esquina, nas pedreiras,
No sinal...
Jovens nos becos, nos guetos,
Beiços acesos no breu das tocas
Toscos no breu dos cracks
Acesos nas brasas das drogas
Nas escolas esquecidas da vida
De lá de fora
Fora dos pais
Fora da ordem saudável
Da poesia, da arte, de ser jovem
Ser vigor, ser o Sal da Terra
Morrem, se matam, se mutilam
Obstáculos à Paz!




Houve uma vez
A paz que nasceu no coração humano
E ela precisa chegar à casa do vizinho
À casa da família humana...
O sino soou o som da paz
O sinal da paz.



São precisamente 8h15 do dia 6 de agosto de 2006
No Parque Memorial da Paz em Hiroshima
Fazem por tanto, 61 anos
Que neste Ponto Zero...



Fiquemos de pé para um minuto de paz!
Fiquemos alertos para o coração pulsar a paz
E que ela saia do teu peito
Batendo no peito de outros
De outros e outros...!



Missão humanitária ou o alto risco
De exterminarmos a Aventura Humana na Terra!
“Vigia, que horas são essa noite”???





Ademario Ribeiro















Citação bíblica: Isaias.


“Até o final de 1945, a bomba atômica havia matado cerca de 140 mil pessoas, de uma população estimada em Hiroshima de 350 mil. Milhares foram morrendo ao longo dos anos em decorrência de ferimentos e doenças. Os nomes de 5.350 pessoas mortas recentemente foram acrescentadas à lista de vítimas, elevando o total reconhecido pela cidade a 247.787 mortos”.
Fonte: (Reuters).

@Limarco disse...

Procurava no google a frase exata "para não esquecer Hiroshima", pois queria fazer uma citação em meu blog, desse ato cruel e criminoso. Pensava que com o decorrer do tempo tal barbaridade fosse sendo suavemene assimilida por meu espírito -- ao contrário, cada vez é maior a angústia e a indignação. Importante é não esquecermos essa e outras tragédias. Parabéns pelo texto.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Belo post!
Para lembrar que a guerra não leva a nada, só a tristezas, sofrimentos, mortes.

Bj

Betha Mendes disse...

Graúna,

triste lembrança, mas a história é cheia de tristes memórias. Lembrá-las também é uma forma de protesto e anúncio de PAZ!

Que voem Pombas e não Bombas!!!

bj

Betha Mendes

Liesel disse...

Ontem, 11 de setembro, aniversário de nove anos do ataque às torres gêmeas, revi esse post. Veio à cabeça o grande número de datas como essas que mancham a nossa história com litros e mais litros de sangue inocente. Indubitavelmente, os ataques ao Japão (assim como o holocausto) representam uma das maiores demonstrações de crueldade já praticadas pelo bicho homem. É por meio de acontecimentos desse tipo que somos levados a repensar a tal 'razão' e 'consciência' que nos diferenciam dos animais.

Mais uma vez, parabéns pelos escritos.

Grande abraço.
Maria Cicília

Graça Graúna disse...

Cicilia, estimada: onte, 11 de sedtembro senti o peso de muitas tristezas no ar. Assim, sai pra caminhar e ver o céu azul com os olhos da criança que ainfda mora em mim. Apesar das lembranbças ruins do 11 de setembro, deu pra respirar, apesar doa abutre da violência estar sempre por perto. Contudo, estou construindo mais um poema poema pensando na esperança que devemos ter para construir yum mundo melhor. Paz em ñanderu e grata por sua amavel presença.
Bjos,
Graça Graúna