quarta-feira, 14 de julho de 2010

Paulo Moura: pássaro azul purpura

                                                            Imagem: Correio Brasiliense

"Lembrei-me da última estrofe de um poema que lhe dediquei alguns anos atrás, homenagem diminuta e insuficiente frente à imensa alegria que sua música me proporcionara e ao doce convívio que tive o privilégio de gozar:
    mistura e manda
    o maestro
    pra lá
    das bandas
    do rio
    preto:
    aéreo conduz
    e sopra
    por onde zoar
    o pássaro azul
    púrpura

Ele se foi na calada da noite, sua memória, no entanto, não há de se calar jamais em nossos corações e ouvidos. Paulo Moura não passou, não passará: virou pássaro alvissareiro... para todos e para sempre.


André Vallias

Rio, 13 de julho de 2010"

5 comentários:

Jairo Cerqueira disse...

Pra quem teve o privilégio de digerir, sem engasgar, uma "Espinha de bacalhau" melodiosamente tocada por Ele.
Vai-se o homem...
Permanece o músico.
Bjs, Grauninha.

Graça Graúna disse...

Querido Jairo: grata pela doce presença. Bjos.

Ademario Ribeiro disse...

Gracinha, saudades de você é constante. Mas nestas últimas horas fiquei inquieto e aruru, muzumbudo, calundu e azuretado, macamburro (vixe, quanto estado d'alma), falei com minha nega (Natal), falei com meu nego (Yã) e agora, eu disse: Ñanderu me acolha, vou aos braços da Graúna - porque algo me sateava e inda abusa-me, e aí, dei de cara com a notícia sobre Paulo Moura. Eu o conheci, assim que Yã nasceu, numa confraria para a qual Dércio Marques me convidou. Lá estavam os mestres: Paulo Moura, Turíbio Santos, Carlinhos Brown, Elomar, Xangai e o grande público na Concah Acústica do Teatro Castro Alves. Eu estava com os manuscritos poemáticos e o meu livro inédito (multilíngue de 1986). O mestre PM foi saudado por mim. Esta minha saudação pediu-me ele que escrevesse para inscrevê-la em seu seu sax de diamante. Teria eu dito à ele algo como aquele que traz a simplicidade e que a emana essencial como a água.

Ele foi é e será a essência da água que não seca saciando a sede e a secura das visões e dos egos! Ele é pássaro e é agua e agora é eterno!

Mana, algo mais forte que nós nos amarra umbilicadamente cósmico!

Beijos!!!!

Ademario Ribeiro disse...

Gracinha, hoje estou muuuito tocado e as saudades batucaram fundo a ponto de quase perder o equilíbrio e quis vir à tua escrita digital (blog) e então tomei conhecimento do mestre Paulo Moura. O conheci pessoalemente quando Yã nasceu. Pelas mãos de Dércio Marques, outro mestre, conheci o PM, Elomar, Doroty Marques, Turíbio Santos e me reencontrei co Carlinhos Brown e Xangai. Ao saudar o Paulo ele pediu-me que escfrevesse a frase dita e que ele iria inscrevê-la em seu instrumento melodioso e encantador! Por onde vou a sua presença é cheia, mansa, simples e essncial!

Minha gratidão GG. Agora a paz retorna aos poucos em meu coração. A agonia era porque eu não sabia que o pássaro tinha voado para o eterno azul!

Bjs,

AR

Sônia Brandão disse...

O céu há de estar mais alegre.

bjs