quinta-feira, 30 de julho de 2009

Selo Blog de Ouro





Recebi este selo da poetamiga Márcia Sanchez Luz.
Querida Márcia, grata por mais um presente.
Para compartilhar, vamos às regras...
1. Exiba a imagem do selo “Blog de Ouro”;
2. Poste o link do blog de quem te indicou;
3. Indique 5 blogs de sua preferência;
4. Avise seus indicados;
5. Publique as regras;
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.
Eis os meus indicados:

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Tessituras

Ponte de Arles, de Vincent Van Gogh


Ser todo coração
enquanto houver poesia:
essa ponte entre mundos apartados


Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas, 2001, p.31.

domingo, 26 de julho de 2009

Quase hai-kai V

Imagem: Interior, de Henri Matisse

Traspassa o eterno
circuito da vida
na janela do poema


Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas, 2001, p. 33.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Reverso do cárcere

Imagem: Google


para Osman Lins

Na alta madrugada
o coro entoava
estamos todos aqui
no ofício de ser
criador
criatura
traçando, tecendo
das circunstâncias
vertentes.
Assim, torno a ver
no reverso do cárcere
o lado negro e cru
do ofício de escrever


Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas, 2001, p.36.
Nota: poema publicado no Overmundo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Estações

Desenho: Labels

O terraço da casa da velha senhora
parecia uma estação de primavera.
Faz tanto tempo...!

Cadeiras de balanço
barcos de papel, velocípedes
jarros de cacto e jasmins
encantos aos pares:
quantos sóis, quantas luas
e um punhado de estrelas.
Coisas da vida
que iluminam a alma
para manter o equilíbrio do planeta.

“...tempo de verão fazia poeira...”
os sonhos se multiplicaram
e o flamboiã ganhou tamanho
igual ao pé de feijão
(quase tocando o céu)
em meio a uma infinda
ciranda de fantasias.

Brotava uma luz
no rosto da velha senhora.
Agora,
as folhas de outono
cobrem o terraço de silêncio.


Graça Graúna. Estações. In: Terra Latina: antologia internacional. Curitiba/PR: Editora Zeni Leal /Abrali, 2005, p.124.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mercedes Sosa: voz da América sonhada

"...todo sangue pode ser canção no vento"


ela Me veio numa canção
ofErecendo a todos
o seu coRação. Na sua voz o Brasil,
Peru, Chile, Argentina, Bolívia
porquE o seu canto
é Da América sonhada
E para sempre
Será


a canção de todoS
a cançãO com todos
Mercedes Sosa, grande pássaro
da América Latina


Descendente dos índios diaguitas e de franceses, Aydée Mercedes Sosa veio ao mundo no dia 9 de julho de 1935, em Tucumán, província do norte argentino. Diz o Jornal “A Nova Democracia”, que ela cresceu num lar humilde e aprendeu a amar as expressões artísticas populares da sua terra; desde cedo, ela começou a trabalhar como professora de dança e cantos nativos. Para Mercedes Sosa, voz da América sonhada, esta minha pequena homenagem pelo dia do seu aniversário. O seu cantar representa também a nossa identidade, a nossa ânsia de liberdade, justiça, direitos para o povo e esperança na América Latina.


Graça Graúna, Nordeste do Brasil, 1 de julho de 2009.