quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Ser educador é ser confessor de sonhos"


"Educar é como catar piolho na cabeça da criança. É preciso que haja esperança, abandono, perseverança. A esperança é crença de que se está cumprindo uma missão; o abandono é a confiança do educando na palavra; a presença é a perseguição aos mais teimosos dos piolhos, é não permitir que um único escape, se perca. Só se educa pelo carinho e catar piolho é o carinho que o educador faz na cabeça do educando, estimulando-o a palavra e pela magia do silêncio.
Ser educador é ser confessor dos próprios sonhos e só quem é capaz de oferecer um colo para que o educando repouse a cabeça e se abandone ao som das palavras mágicas, pode fazer o outro construir seus próprios sonhos. E pouco importa se os piolhos são apenas imaginários"
(D. Munduruku).

4 comentários:

José Carlos Brandão disse...

"Educar é como catar piolho na cabeça da criança." - Esta é nova, catar piolho! O Educador é um herói mesmo, D. Munduruku sabe das coisas. O AEducador é a mãe que cata piolho. É preciso não esquecer que é a mãe. Com a magia do silêncio, como se uma alma penetrasse outra alma e a levasse pela mão.
Parabéns, Educadora Cheia de Graça.

GRAÇA GRAÚNA disse...

Mestre Carlos Brandão: transmitirei ao Daniel as suas boas palavras de poeta. Bjos de luz, Grauninha

Geralda disse...

Graça Graúna, como a internet possibilita a interação entre as pessoas! Fico maravilhada com isso. Sem esse meio de comunicaçã, dificilmente, poderia conhecer pesssoas como você e Daniel MUnduruku. Este grande escritor brasileiro, ainda pouco conhecido. As reflexões de Munduruku sobre a educação, e suas interconeções, entre a educação não índia formal e a indígena não formal, permite-nos perceber que esse modelo de educação que tanto buscamos pode acontecer por meio de mecanismos tão simples, mas que infelizmente, não realizamos. Precisamos nos tornar verdadeiros "confessores de sonhos", pois como disse Freire,"é impossível existir sem sonhos" e consequentemente ensinar sem sonhos.
Profa. Maria Geralda

GRAÇA GRAÚNA disse...

Querida Geralda: grata por sua atenção precisa.Fico feliz com as suas impressões de leitura em torno da educação indígena. Encaminharei pro nosso Munduruku as suas boas palavras. Paz em Ñanderu, Grauninha