terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Macunaima

Do fundo da mata virgem
ele ri mui gostosamente alto
e diz: – ai que preguiça!

Coisa de sarapantar
os sons e os sentidos
espalham-se
um
três
trezentos
amarelos
brancos
pretos retintos
pícaros/ícaros
Brasil
brazis
crias de um homem submerso

Graça Graúna. Canto mestizo. Marica/RJ: Blocos, 1999.
(*) Imagem Google: Operário, de Tarsila do Amaral
Nota: no site Overmundo, este poema recebeu 167 votos

Um comentário:

lena disse...

Mensagens que desvendam mistérios. Parabéns!