terça-feira, 15 de julho de 2008

Cumplicidade


Agora e pela hora da minha agonia
louvo Trindade
e Jorge de Lima
cantando
catando
as duras penas


– De onde vem, Solano, esta agonia?
– Vem de longe, minha nega, de muito longe!
De Africamérica sonhada
lá, donde crece la palma
plantada en versos de alma
del hombre José Martí

– De onde vem, Solano, esta agonia?
– Vem de longe, nega!
Do comecinho das coisas,
de muito longe, nega,
muito longe.


Graça Graúna. Cumplicidade, In: Tessituras da Terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas, 2001, p.17.
No site Overmundo, este poema recebeu 189 votos.


100 anos de um poeta negro. Solano Trindade nasceu no bairro de São José (Recife-PE), em 24 de julho de 1908. Filho do sapateiro Manuel Abílio e da quituteira Emerenciana, mais conhecida como Merença. Ele foi pintor, teatrólogo, folclorista, ator e, por excelência, poeta da resistência negra. Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro com o objetivo de divulgar intelectuais e artistas negros(as).

Para saber mais, visite a Biblioteca Comunitária Solano Trindade

3 comentários:

www.cefascarvalho.blogspot.com disse...

Belo blog, Graça! Vamos trocar textos e informações! Grande abraço!

Educadora em Direitos Humanos disse...

No site do Overmundo há dezenas de comentarios acerca deste meu poema, sobretudo a expressão de carinho ao mestre Solano de Trindade. Para saber mai, veja:
http://www.overmundo.com.br/banco/cumplicidade-2

Bjos de luz, Graça Graúna

Educadora em Direitos Humanos disse...

Cefas, obrigada pela presença. Bjos.Graça Graúna