segunda-feira, 19 de maio de 2008

Pra dizer adeus


...o sol está bonito hoje
e a sua luz até parece ressuscitar
as folhas vermelhas de outono.
Hoje,
à sombra de uma segunda-triste
escrevo uns versos para contrariar o estático.
Aqui,
onde estou agora,
no mar da palavra
vem de longe um barco,
e o barquinho vai ...talvez um barco bêbado...
de longe vem outro barco
vou ao encontro e dou conta:
onde está o meu amor?
Foi só uma aparição
uma vaga impressão...
foi uma vez o amor
e era ainda uma vez.
Grito e o sol vai embora.
Agora, só chove
e na urgência me recolho
a tantos fazeres
porque o dia urge
e o poema também tem pressa
e pede licença pra dizer adeus

Graça Graúna,
Nordeste do Brasil, segunda-feira, 19 de maio 2008
Nota: no site Overmundo, este poema recebeu 177 votos.

8 comentários:

Educadora em Direitos Humanos disse...

A imagem (folhas de outono) foi enviada por minha amiga celia Ramos.

Educadora em Direitos Humanos disse...

hospedei este poema no Overmundo. Em tempo......à sombra de uma segunda-triste este poema veio também a propósito da cremação de Zélia Gattai. Enquanto houver poesia, os canteiros darão sempre flores porque os Anarquistas não morrem, graças a Deus. Até sempre, Zélia.

Ana disse...

Que terça-feira...
sem a poesia da segunda que você escreveu, nem da quarta, quinta, sexta ao domingo, com você estava aqui - pra abraçar e me sentir forte e protegida...uma terça parte de teus filhos, nem um terço da saudade que sinto. Hoje davi acordou, reviu o poema menino que fez e pediu pra te ligar: cadê vovó? preciso mostrar pra ela minha poesia... Ontem fomos dormir procurando sentir o cheiro de mar, esse que você falou, do barquinho a navegar... hoje o tempo realmente urge e acordamos meio tontos...embreagados com tanto o que queremos. Então vamos aproveitar esses momentos, e a cada dia reinventar a força de nossa felicidade. Amamos você!

Zé Cambito disse...

Na tua poesia sou vuante de rumo certo. Pois na atribuli�ao da vida de subir ladeira e descer as vezes fico doido ou quase isso. As vezes me pare�o perdido nessa distancia maluca. Luto comtudo que tenho para que o encanto n�o se disfa�a pois que na GRA�A dessa vida sei onde esta meu grande amor meu proprio e grande amor.Ali na beira do mar nada ta facil ir norumo do nordeste sentretional � mas complicado do que ir pra espanha.
Mas ciontinuo na cren�a de encontrar o que pra mim � poesia ...
E na beirada do mar vendo barcos e em terra olhar os sois nos olhos miudos com sefossem sementes dearruda e eu teu girasol. Z� Cambito

Madalena Barranco disse...

Querida Graça, seu poema é uma palavra de amor, ou talvez seja um grito de sol e de chuva, em meio a natureza, que tem seu encanto "quebrado" pela urgência da Vida. Que lindo!

Beijos, Madalena

NA ESCURIDÃO DA NOITE disse...

NA ESCURIDÃO DA NOITE é um programa da Rádio Telefonia do Alentejo, à quarta-feira entre 23h00-01h00, onde damos vós aos poemas e poetas anónimos (desconhecidos).

Pode contribuir com os seus poemas, ou ligar para a nossa emissão e também via Messenger.

Saiba tudo no blog oficial do programa http://www.escuridaonoite-rta.blogspot.com.

Pepê Mattos disse...

Busquei sites e blogs de poesia e achei esse seu de porteira aberta. Tudo muito bom, como sempre bom é ler boa poesia. Abraços.

Wolney disse...

Um lugar chamado mar de palavras é cheio de água e de encanto.

Wolney