domingo, 28 de outubro de 2007

Sarau


Relançamento do livro TEAR DA PALAVRA, poemas de Graça Graúna. Dia do sarau: 07/11/07, às 19:00h, no salão de recepções do Mosteiro de São Bento, em Garanhuns; próximo a Praça Guadalajara. Sarau organizado pelo 8º período de Letras/UPE. Contato: Ir. Basílio, Ir. Marcos e Ir. Tomás Fone: (87) 3761-1592.
Nesse livro, um dos poemas é dedicado à Florbela Espanca:

Escritura ferida

Atiram mil pedras
na charneca em flor.

Ossos do ofício:
no mais fundo do poço
retirar o poema
encharcado de mágoas

Um comentário:

Anônimo disse...

Sou inssurgente no que me defiro ser gente.
Me issurjo como a terra que na sua revolta não gera mais alimento.
Me inssurjo como as águas nas prisões hidroeletricas da morte que matam devagar do velho chico.
Me inssurjo com todos os erres e digo porra não da para não dizer que as motos niveladoras não carinhosas na hora da pancada seca
no leito do rio tirando o sussego da curimatas.
Me inssurjo nessa maneira d eviver tão diferente parecendo uma piaba lutando contra acorrente.
Sou inssurgente moreno caboclo de lança e bordunha tacape tambor de criola sanfona e viola me inssujo no grito teimoso que sai pela guela seca.
Mas é um grito tão mulesta dos cachorros que para ser ouvido tem que ta muito perto pois não quero nem os inimigos nem meu amor longe de mim. Nem com o raio do istopor ababdono a ideia da paralvra inssureição sou mastro e nadeira e cangaceiro do meu bando.
Sou inssugente na medida do impossivel quero que teus olhos me veja não na crueldade da midia
mas na brotancia do olho d´água ali frente a frete
Pra ve vc se inssurgir num sorriso e perceber que a agonmia foi um coisa tão ligeira que a lua nem fez buladeira.
sou inssurgente comprimido na real metrople que na sua buniteza num tem compaixão nem é camarada ela é crulmente linda.
Sou cangaceiro inssugente do maracatu e perante as águas urbanas
e suas garrafa de plastico na usina de traiçao.
Eu digo esta decretado meu amor eu vou m´embora.
As araras tambem migram.
Chico Canindé