domingo, 23 de setembro de 2007

Tear da Palavra


Certo dia, ao ver seu amigo (o Cavaleiro da triste figura) muito desanimado, quase que desistindo da vida; Sancho disse-lhe para não esquecer que só o sonho que se sonha junto é realidade. Um outro quixotesco e irmão do mundo, Carlos Drummond, também não se cansou de reiterar em sua poesia que não faz sentido e não justifica mesmo sair por aí, se não for de mãos dadas. Dessa leitura, intui que, agindo assim, não haveremos de cair nas armadilhas da falta de solidariedade, do isolamento, do preconceito, da fome, da miséria, da violência generalizada, das injúrias, dos desafetos e de tantos outros problemas que atingem a nós todos(as) a cada instante nesses tempos difíceis. Acreditando na alma e na força da palavra de amigos(as) e leitores(as) acerca dos meus escritos; procurei reunir alguns poemas dos livros Canto Mestizo e Tessituras da Terra e outros inéditos para festejar os 18 anos de Mulheres Emergentes. O lema da editora é “levar ao público a expressão poética contemporânea, em especial a feminina” (conforme as palavras de T. Diniz, na Coleção Milênio 2001).
Sendo assim, com licença poética, apresento este Tear da palavra que sugere o direito de sonhar e tecer a vida; o respeito às diferenças e o direito de cultivar a liberdade de expressão, sempre.

Graça Graúna
Nordeste do Brasil, jan. 2007.

(*) Dia do lançamento: sábado, 13 de outubro de 2007.

Local e hora: Centro de Convenções, as 16h, no stand da UBE União Brasileira de Escritores em Pernambuco.

3 comentários:

Anônimo disse...

Porã Eté!
como ensina em Guarani o amigo Heitor Kaiová.
Mainha,
seu tear de palavras sempre nos ensinou muito. Inclusive como tirar o sumo da saudade transformando-o em luta e ternura.
um abraço apertado de teu povo aqui da aldeia do cerrado
Ana

Wagner disse...

olá, minha pássara da asa negra...
passei por aqui.

estaremos na bienal dia 12, né?!

besos

Angela Ursa disse...

Graça, já estou divulgando seu livro no meu blog. Beijos!